Grande Ideia 7 - Vivemos todos num pequeno planeta dentro do Sistema Solar

7.1

O Sistema Solar formou-se há cerca de 4,6 mil milhões de anos

A datação radiométrica de meteoritos permitiu-nos determinar a idade do Sistema Solar. Esta idade também é coerente com a datação de amostras de rocha lunar e com as mais antigas rochas encontradas na superfície da Terra.

7.2

O Sistema Solar é constituído pelo Sol, planetas, planetas anões, luas, cometas, asteroides, e meteoroides

O nosso Sistema Solar é constituído por uma estrela central a que chamamos Sol e por todos os objetos em órbita dela, sob a influência da sua gravidade. Nestes objetos incluem-se planetas e os seus satélites naturais, planetas anões, asteroides, meteoroides e cometas. O Sol detém mais de 99,87 por cento da massa total do Sistema Solar.

7.3

Existem oito planetas no Sistema Solar

De acordo com a resolução de 2006 da União Astronómica Internacional, para que um objeto seja um planeta tem de satisfazer três critérios. O primeiro determina que esse objeto deve orbitar o Sol. O segundo determina que um planeta tem de ter massa suficiente para que a gravidade o molde numa forma aproximadamente esférica, e finalmente, a sua influência gravitacional tem de ser suficiente para remover quaisquer outros objetos da vizinhança da sua órbita. Objetos que não sejam luas e que obedeçam às duas primeiras regras, mas não à terceira, são chamados planetas anões. Nomeando a partir do Sol, os planetas no nosso Sistema Solar são Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno.

7.4

Existem vários planetas anões no Sistema Solar

Os planetas anões são todos mais pequenos do que a Lua, a qual tem um diâmetro de cerca de 3474 quilómetros. Plutão é atualmente o maior dos planetas anões, seguido de Eris, Haumea, Makemake e Ceres. Cada um destes objetos é sólido, tem uma superfície gelada, e tem composição semelhante aos outros. Ceres está situado entre as órbitas de Marte e Júpiter, enquanto os outros quatro planetas anões podem ser encontrados para lá da órbita de Neptuno, na cintura de Edgeworth-Kuiper .

7.5

Os planetas dividem-se entre terrestres ou telúricos (rochosos), e gigantes gasosos

Os quatro planetas mais próximos do Sol são designados planetas terrestres, ou telúricos. Todos estes planetas têm uma superfície sólida e são constituídos sobretudo por rocha. Mercúrio não tem atmosfera e, comparado com a Terra, Vénus tem a atmosfera mais densa e Marte a mais rarefeita. Em contraste com os pequenos planetas interiores, os quatro planetas exteriores, designados gigantes gasosos, são muito maiores. Estes planetas são sobretudo constituídos por gás (hidrogénio e hélio) e as suas atmosferas são muito densas. Todos os gigantes gasosos têm anéis à sua volta. Saturno tem de longe o sistema de anéis mais impressionante, que é visível mesmo através de um telescópio razoavelmente pequeno.

7.6

Alguns planetas têm dezenas de satélites naturais

Com as exceções de Mercúrio e de Vénus, todos os planetas têm pelo menos um satélite natural. A Terra é o único planeta do Sistema Solar que tem apenas uma lua, enquanto Marte tem duas luas. Em contraste com os planetas terrestres, todos os gigantes gasosos têm um grande número de objetos a orbitá-los. Júpiter e Saturno, cada um com mais de 75 luas confirmadas, são os planetas com maior número de satélites naturais, seguidos de Úrano e Neptuno.

7.7

A Terra é o terceiro planeta em órbita em torno do Sol, e tem um satélite natural, a Lua

O nosso planeta natal é o terceiro planeta a contar do Sol e tem uma órbita quase circular. A atmosfera da Terra é constituída sobretudo por azoto e oxigénio, e a temperatura média à sua superfície, a qual é em mais de 70 por cento coberta de água, é de cerca de 15 graus Celsius. A Lua é o único satélite natural da Terra e o único objeto celeste onde humanos já pousaram.

7.8

Há milhões de asteroides, que são restos da formação do nosso Sistema Solar

Restos da formação do Sistema Solar podem ser encontrados sobretudo na cintura de asteroides, situada entre as órbitas de Marte e Júpiter, e na cintura de Edgeworth-Kuiper, situada para além da órbita de Neptuno. Estes asteroides variam em tamanho de 10 metros a 1000 quilómetros, e a massa total do conjunto de todos os asteroides no Sistema Solar é menor do que a massa da nossa Lua.

7.9

Um cometa é um objeto gelado que desenvolve uma cauda quando é aquecido pelo Sol

Os cometas são constituídos sobretudo por gelos, mas também contêm poeiras e material rochoso. O gelo é volátil e evapora-se quando o cometa se aproxima do Sol devido aos ventos solares e à radiação. Isto produz duas caudas – uma cauda de poeira que é ligeiramente inclinada na direção oposta à do movimento do cometa, estendendo-se por milhões de quilómetros, e uma cauda de plasma que é retilínea e nem sempre visível a olho nu. As caudas dos cometas apontam sempre na direção oposta à do Sol, independentemente da direção do movimento do cometa. Pensa-se que a maioria dos cometas vem de duas regiões específicas: a cintura de Edgeworth-Kuiper, situada para além da órbita de Neptuno, e a Nuvem de Oort, nos limites do Sistema Solar.

7.10

O limite do Sistema Solar é chamado de Heliopausa

O campo magnético do Sol estende-se muito para além da sua superfície. Isto cria uma bolha que engloba todo o Sistema Solar. A região onde o campo magnético do Sol interage com o campo magnético de outras estrelas é designada, em inglês, por heliosheath. O limite externo desta região agitada e turbulenta é chamado heliopausa. Para além da heliopausa estende-se o espaço interestelar. Em 2012, a sonda Voyager 1 foi o primeiro objeto de fabrico humano a transpor a heliopausa.